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Crise no turismo: como a Itália está sendo impactada sem os americanos e russos

A UE facilitou as restrições e reabriu suas fronteiras turísticas (desde o dia 01/07/20) para voos que não sejam provenientes da Área Schengen, mas não para voos dos EUA e da Rússia, enquanto no caso da China estão sujeitos a confirmação de reciprocidade, ou seja, chineses podem entrar desde que europeus possam ir para a China. Sem os americanos e russos, a indústria do turismo italiano corre o risco, de uma só vez, de perder seus melhores hóspedes. Foram mais de 4,4 milhões de clientes americanos em 2019 e, de acordo com o BankItalia, eles gastaram mais de 5,5 bilhões de euros, registrando quase 40 milhões de reservas em hotéis.


Quanto aos russos, que estão à frente de grandes gastadores como os americanos e chineses, o seu orçamento médio per capita por dia na Itália é de 173 euros, comparado à média de 117 euros de outros estrangeiros em férias na Itália. "O gasto total com turismo em 2019 foi de cerca de 84 bilhões, dos quais 44,3 bilhões foram graças a visitantes estrangeiros” - lembra Giorgio Palmucci, presidente da Enit. A Itália como destino de viagem está entre os principais destinos para viajantes de longa distância, que são os mais problemáticos neste ano, tendo em vista que muitos não podem entrar no país, e temos medo de perder 67 bilhões de gastos totais".