Descubra qual é a melhor cidade para se viver na Itália em 2021

Todos os anos é divulgado um resultado de uma pesquisa feita por um famoso jornal italiano, Il Sole 24 ore, o qual trata da pontuação das principais cidades italianas no que diz respeito à qualidade de vida. Nos critérios, são avaliados pontos como: segurança, tempo livre e cultura, bens e consumo, taxa de desemprego etc.


Porém, devido ao fato de 2020 ter sido um ano totalmente diferente por causa da pandemia, os critérios analisados foram um pouco diversos, e cidades que sempre ficaram em primeiro lugar na lista perderam seus lugares porque foram as regiões mais afetadas pelo coronavírus.


Mas, para entender melhor sobre como ficou a classificação e os critérios utilizados, veja os detalhes dessa pesquisa publicada recentemente.


A pesquisa que elege a melhor cidade da Itália para se viver em 2021


A pesquisa feita pelo Il Sole 24 Ore sobre qualidade de vida e bem-estar nas províncias italianas, relata uma Itália dominada pela pandemia: uma Itália que resiste e da Itália que tem que reinventar modelos de desenvolvimento, serviços e estilos de vida, também com base nas necessidades e demandas dos cidadãos que cada vez mais se preocupam com a qualidade da vida, serviços digitais, atenção básica, espaços urbanos etc.


A pesquisa mede, com 25 novos parâmetros, o impacto da Covid (infecções por habitantes, mortalidade e capacidade de reação dos serviços de saúde); mede o PIB per capita não em valor absoluto (como nas 30 edições anteriores), mas como uma "variação" em relação a 2019; dois terços dos parâmetros são atualizados para 2020, até novembro.


Desde a última semana de fevereiro, os italianos foram atingidos por um calvário de informações sobre infecções, mortes, afeições rompidas, relações sociais suspensas, mobilidade paralisada, atividades econômicas em risco, empregos perdidos. O jornal disse o seguinte: Como você mede a qualidade de vida entre lockdown e quarentenas?”


A 31ª edição da pesquisa do Sole 24 teve como objetivo contar como a pandemia de coronavírus tem impactado de forma diferenciada as várias regiões do país. Para medir a emergência sanitária em curso, em primeiro lugar, incluiu-se entre os parâmetros o índice de casos de Covid detectados por mil habitantes para relatar como a propagação de infecções exerceu uma pressão diferente nos sistemas de saúde, na vida das pessoas e no quotidiano.


As áreas temáticas da pesquisa que são utilizadas todos os anos, no entanto, permanecem inalteradas: Riqueza e consumo; Demografia e saúde; Negócios e trabalho; Meio ambiente e serviços; Justiça e segurança; Cultura e lazer. A classificação geral premia Bolonha, em primeiro lugar, que impulsiona todas as províncias de Emilia Romagna, das quais cinco em nove se encontram entre as vinte primeiras: além de Bolonha, Parma (8º), Forlì Cesena (14º), Modena (15º) e Reggio Emilia (17º).



Os efeitos da pandemia nas cidades italianas


Para a surpresa de muitos, o resultado é que a região metropolitana de Milão, vencedora das duas últimas edições, perde 11 posições, penalizada pela queda do PIB per capita com base nas estimativas de 2020, mas também por alguns novos indicadores. Outras províncias da Lombardia também perderam suas posições em relação à pesquisa de 2019, com exceção de Sondrio (23ª, +23 posições em relação a 2019) e Mântua (47ª, +1). Vale ressaltar que nenhuma está entre as dez primeiras, e Bérgamo, Cremona e Monza-Brianza perderam mais de 20 posições.


Ao contrário da Lombardia, uma região que se destacou foi a Emilia Romagna, que subiu 13 posições e a província de Bolonha fica no topo, se destacando no quesito “riqueza e consumo” (1º lugar no ranking setorial), ambiente e serviços (2º), negócios e trabalho (4º), cultura e lazer (3º). No Top 25 outras cinco províncias de Emilia Romagna: Parma (8º, +2 posições), Forlì-Cesena (14º, +11), Modena (15 °, +4), Reggio Emilia (17 °, +5) e Ravenna (22 °, + 17).


Em geral, as grandes cidades perderam suas posições no ano de Covid, especialmente as turísticas, como Veneza (33º, menos 24 lugares), Roma (32º, -14), Florença (27º, -12) e Nápoles (92, - 11). Em contraste, apenas a Ligúria teve uma melhora, com Gênova em 19º lugar, tendo avançado 26 posições em relação ao ano anterior. Entre as dez primeiras estão também outras províncias de tamanho médio, como Verona (4 / a, +3 posições), Udine (6 / a, +10) e Cagliari (9 / a, +11).


Nos anos de 2018 e 2019, Milano ficou em primeiro lugar como a cidade com melhor qualidade de vida; outras cidades que se destacaram ao longo dos anos (desde 1990) foram: Bolzano, Trento, Aosta, Sondrio, Belluno, Trieste, Parma e Siena.


A diferença da qualidade de vida entre o Norte e o Sul da Itália


No entanto, as diferenças consolidadas entre Norte e Sul não mudam: com exceção de Cagliari em 9º lugar, a primeira província sul subsequente é Campobasso que ficou em 54º lugar, seguida por Sassari e Nuoro ocupam 62º e 63º lugares, e estão todos nas últimas 22 posições do ranking.


Infelizmente a diferença do Norte para o Sul do país é gritante no que diz respeito, principalmente, a trabalho, riqueza e segurança. Todos os anos essa diferença é evidenciada pela pesquisa, confirmando que o Sul do país ainda enfrenta grandes dificuldades para conseguir ter o mesmo padrão de qualidade de vida do Centro e Norte do país.


O que analisar na classificação das cidades


O site que divulga a pesquisa tem ótimos gráficos e textos que te explicarão dados importantes sobre a classificação da cidade. Vale a pena ressaltar que a cidade fica na classificação que os pontos dão, mas não significa que ela é a melhor em todos os aspectos.


Para te explicar melhor, darei o exemplo de Bologna: a cidade ficou em 3 º lugar no quesito cultura e tempo livre, 4 º lugar no que diz respeito a negócios e trabalho, porém em 105 º lugar no que diz respeito a justiça e segurança. Ou seja, é feita uma média da soma dos pontos, determinando assim a posição da cidade no ranking da pesquisa.


A classificação final das melhores cidades para se viver na Itália


A seguir, deixarei algumas tabelas com a classificação mostrando apenas até a 40 º posição, sendo que no total são 107 as cidades avaliadas pela pesquisa. Se você entrar no site, você verá todos os itens avaliados, e a classificação das cidades em cada um deles.


Na primeira coluna, temos a Classificação geral das primeiras 40 cidades do Ranking. Nos primeiros lugares, podemos citar cidades como Bologna, Bolzano, Verona, Siena, Milano, Modena, Reggio Emilia, Torino e Firenze. Após a 30 º posição, temos cidades como Padova, Roma, Rimini e Pisa.


A segunda coluna diz respeito à riqueza e consumo, percebemos que Milão fica em 3 º lugar, subindo 9 º posições em relação a sua classificação final. Outras cidades que se destacaram nesse quesito foram Torino, Genova, Cremona, Brescia, Parma e Trieste. Em relação a ambiente e serviço, Milão ocupa o 1 º lugar, e em seguida temos Bologna, Trieste, Trento, Genova, Firenze, Venezia, Parma, Cagliari e Modena nas dez primeiras posições.



A próxima figura aborda temas relacionados a justiça e segurança, trabalho e negócios, bem como demografia e sociedade. Se você reparar, as cidades variam muito de acordo com o item analisado, por isso depois é feita a soma para a classificação geral.


Se você observar, no item de demografia e sociedade vemos cidades do Sul do país de destacando, e no que diz respeito a trabalho e negócios, cidades que ficaram em posições piores na classificação final, ganham posto a frente e se destacam no requisito.



A seguir, temos outros parâmetros avaliados e outras cidades surgem nos primeiros lugares da lista: cidades como Rimini, Vibo Valentia e Bolzano, se destacam ocupando os primeiros lugares no ranking.



Quais parâmetros analisar para escolher as cidades?


Com essa pesquisa você descobrirá os aspectos mais importantes de várias cidades. É claro que, se você quiser uma cidade que seja ótima em todos os aspectos, pode ser uma missão bem complicada. Acho importante conhecer mais sobre as possíveis cidades que você tem em mente para essa mudança, e estabelecer os critérios que são importantes para seu perfil, como: índice de contratação de jovens, cultura e tempo livre, menor preço de aluguel etc. Tudo irá depender do que você procura!


Por isso, papel e caneta na mão, e esmiúce essa pesquisa para achar as cidades que mais se encaixam ao seu perfil e as suas necessidades.

 

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