Ganhe até 2 mil euros para viver em algumas cidades italianas

É verdade que existem cidades na Itália que te pagam para você morar nelas? Sim, é verdade! Em 2017 uma notícia percorreu o mundo de deixou milhares de pessoas curiosas: uma região na Itália estaria pagando até 2 mil para quem quisesse ir morar em algumas das cidades que fazem parte da região. Pois bem, isso acontece até os dias de hoje, e no post explicarei com detalhes do que se trata e como funciona.

Cidades que pagam para você morar nelas: mito ou verdade?


Verdade. A iniciativa é real, assim como aquela das Casas à venda por 1 euro, e da mesma forma, existem regras sobre o projeto para que você possa se candidatar e usufruir desse benefício, que se chama “Reddito di residenza attiva” que seria Renda de residência ativa.

A partir do nome do projeto, já se entende que uma das condições essenciais tem a ver com a residência. De fato, os beneficiários precisam mudar sua residência para uma área geográfica específica. Quando falamos de residência na Itália, nos referimos a um procedimento que todo cidadão precisa fazer, ou seja, não basta apenas morar em um local, você tem que “registrar” que você vive ali, isso se chama fazer sua “residência”.

Para participar, é necessário um editorial específico publicado nacionalmente pela cidade aderente ao projeto. Uma das regiões mais famosas que desenvolve esse projeto é a região de Molise. Ali, um dos requisitos básicos para participar são: ter a maioridade e a transferência da residência para um dos municípios de Molise com menos de 2.000 habitantes.

Portanto, se você estiver disposto a morar em um dos vários municípios de Molise, incluindo, por exemplo, Pizzone, Bagnoli del Trigno, Pietrabbondante, Scapoli, San Pietro Avellana e assim por diante, isso abrirá novas oportunidades de vida e trabalho. A condição adicional de participação tem a ver com o trabalho: os novos residentes terão de abrir um negócio e mantê-lo por um período mínimo de dois anos.

Em relação a abertura de um negócio, funciona basicamente assim: você deve abrir uma empresa no município em que você residirá. De acordo com os editoriais publicados pelas cidades participantes, para se posicionar em um bom nível no ranking (afinal, eles usam uma pontuação para definir os participantes do projeto), a Comissão Examinadora avaliará: a coerência entre o empreendimento e o município em que pretende abri-lo, visando a integração com o território, e também a capacidade de implementar e manter essa iniciativa ao longo do tempo.

Em setembro do ano passado, a região de Molise publicou um edital que disponibilizaria uma contribuição mensal de 700 euros para aqueles que decidirem residir em um dos seus municípios com menos de 2.000 habitantes, 106 do total de 131.

O projeto Renda de residência ativa nasceu da necessidade de combater o fenômeno do deslocamento que afeta cada vez mais as províncias do sul da Itália, com o intuito de repovoar o território, revitalizar a economia e criar empregos. Outro projeto com o mesmo intuito é o projeto Casa a 1 euro, leia o post sobre o assunto e saiba mais.

O pedido de participação nesse projeto pode ser enviado não apenas por cidadãos italianos, mas também por cidadãos da UE ou, em geral, por quem possui uma autorização de residência de longa duração no país.

Conforme previsto, a contribuição mensal de 700 euros será destinada a quem abrir um negócio em um dos municípios de baixa densidade e a atividade empreendedora pode ser de qualquer natureza; o importante é transferir ou abrir a sede social e o número de IVA no município escolhido. O projeto da região de Molise, além de criar uma nova economia que repovoa as áreas mais abandonadas, também quer impulsionar aqueles que nunca iniciaram uma atividade empreendedora, mas que sempre quiseram fazê-la.