Possível segunda onda do coronavírus na Itália: entenda!

Desde a semana passada que eu comecei a ler e ouvir algo sobre uma possível segunda onda do coronavírus em alguns países, incluindo a Itália, e confesso que fiquei bem apavorada.

Algumas pessoas vieram até mim para saber mais sobre o assunto, entender qual é a realidade que estamos vivendo nesse momento e se isso realmente seria possível. Pois bem, pensando nisso, resolvi falar para vocês o que realmente os especialistas em saúde estão dizendo sobre esse assunto.

Cenário atual da Itália em relação ao coronavírus

Atualmente o cenário na Itália em relação ao coronavírus é o melhor tendo em vista os últimos meses. Em números temos: mais de 241 mil casos totais confirmados, mais de 34 mil óbitos, mais de 192 mil recuperados e 14 mil atualmente positivos. A curva vem abaixando consideravelmente, e tudo isso graças às medidas para conter o contágio do vírus.

Recentemente entramos no verão, e com o clima mais quente ficou mais fácil de lidar com o vírus, porém, surgiram notícias de que, com a chegada do outono e, consequentemente, da frente fria, uma nova onda de contágios poderiam acontecer se as medidas corretas não fossem seguidas à risca nos dias de hoje.

Os novos surtos de Sars-CoV-2, em países onde se acreditava que a epidemia estivesse sob controle, como Itália e China, levantaram preocupações sobre um possível retorno do vírus em sua aparência mais agressiva, que mudou em março e abril a vida de todos nós. Os especialistas estão divididos sobre a possibilidade de serem varridos por uma "segunda onda" no outono.

Um novo "BOOM" de contágios na Itália?

Para sabermos se realmente isso será possível, a agência de notícias Adnkronos dirigiu essa questão a 18 especialistas, incluindo virologistas, epidemiologistas, especialistas em doenças infecciosas, ressuscitadores e outros clínicos, e também à Organização Mundial de Saúde.

Dois especialistas, um dos EUA (Tony Fauci) e outro da Espanha (Roberto Cauda), disseram o seguinte: “as hipóteses que fazemos derivam das experiências de pandemias anteriores da gripe, como a espanhola de 1918, mas era um vírus diferente. Portanto, não me sinto no direito de fazer previsões. Na infeliz hipótese de que ela chegue, acrescenta, acho que, no entanto, não será tão sério quanto na primeiro onda; não tanto porque o vírus melhorou, mas porque o conhecemos melhor e sabemos mais sobre como gerir a situação. Porém, o risco de uma segunda onda depende de nós e de quanto poderemos respeitar as principais medidas para combater o vírus.”

Já para um virologista da universidade de Milão (Fabrizio Pregliasc