Viajar na Europa: como é e quanto custa?

Tá aí um post que vou ter o MAIOR PRAZER em escrever para vocês. Primeiro porque eu simplesmente AMO viajar. Ah, Priscilla, mas quem não ama? Não gente, é sério, vocês não estão entendendo. Eu troco muita coisa por uma viagem, por mais simples que seja. É um caso de amor antigo haha. Mas, falando sério, primeiro porque eu amo viajar, e, segundo, porque morando aqui na Europa você vê o quanto isso se torna possível e acessível. Esse foi um dos principais motivos pelos quais abandonamos o barco no Brasil para vim navegar em águas europeias. Então, vamos começar?


Quando eu ainda estava no Brasil, eu já sabia que viajar na Europa era algo bem diferente da realidade que eu estava acostumada em meu país. Porque no Brasil funciona assim: você pode até ir do Sul ao Nordeste fazer uma viajem, mas, na maioria das vezes, irá parcelar em 10x pelo Hotel Urbano. E não, não é exagero. É claro que existem promoções e é claro que as vezes os preços baixam. Mas todos nós sabemos que viajar pelo Brasil é um privilégio de poucos. Ah, mas aí eu não estou levando em consideração o tamanho do país. Não gente, não é essa a questão. É que tudo ficou caro demais, principalmente no que se diz respeito a lazer. E entendam, não estou dizendo isso porque agora moro fora e quero esnobar. PELO CONTRÁRIO! Estou contando para vocês saberem como é a realidade por aqui, principalmente para você que tem o sonho de morar fora, conhecer o mundo, poder viver de uma forma mais intensa. Se você, assim como eu, ama viagens, dê uma lida no post!


Viajar pela Europa de trem


Vamos começar falando do meio de transporte mais acessível, barato e funcional que existe: os Trens. A rede de trens na Europa é algo tão fantástico, que você consegue ir para todo lugar, a qualquer momento, e ainda pagando preços totalmente acessíveis. Eu amo viajar de trem porque, além de prático, te oferece uma viajem confortável, em trens com ótimas estruturas, e você ainda consegue planejar seu roteiro com flexibilidade devido à grande quantidade de horários diários existentes.


É claro que aconselho trens para viagens mais curtas, até 4 horas e meia de duração, por exemplo, até porque, passou disso, acho muito cansativo. Mas, essa quantidade de horas cobre uma distância muito grande. É o que gastamos para sair da Toscana, por exemplo, para ir até a Lombardia (Milão) ou em Lazio (Roma). Um exemplo de preço, por exemplo, neste caso que citei de Milão e Roma: você faz de 300 a 400 km pagando cerca de 12 a 25 euros a passagem, gastando no total de 25 a 50 euros (ou até menos, porque existem diversas promoções: já encontrei passagens para Milão por 19 euros ida e volta!).



Em relação a bagagens: você leva aquilo que você aguentar levar. Tem lugares em cima das poltronas e você pode colocar também nos espaços vazios dos vagões. O mais legal é que ninguém pega suas coisas. Você pode deixar em um canto tranquilo, que depois você encontra no mesmo lugar. É claro que exceções existem, mas, na maioria das vezes, nada acontece.


Sobre a burocracia, posso dizer que praticamente não existe: desde que você não ultrapasse a fronteira do espaço Schengen (caso ultrapasse, precisará do passaporte), a única coisa que precisa fazer é comprar suas passagens, validá-las em uma das máquinas da estação e embarcar. O controle das passagens é feito dentro do trem, durante a viagem, mas geralmente em distâncias pequenas, ele nem é realizado. Ma